7 atitudes para resgatarmos nossa inteligência emocional

Todos estamos sujeitos a desespero e descontrole, é comum. Mas poderia não ser normal…
E é aí que a inteligência emocional se destaca, na capacidade de “dosar” o sentimento e saber como contorná-lo.

Mas, como já deve estar pensando, essa não é uma tarefa fácil. E, vou neste post te explicar o por quê de estar tudo bem e ser totalmente compreensível sentirmos coisas que não gostaríamos ou, nos expressar mal, agredir alguém ( pelo menos ter vontade), dar respostas atravessadas, chorar feito criança por motivos que as vezes nem sabemos qual foi e daí por diante.

Está tudo relacionado ao nosso cérebro, ao modo como fomos “educados”, ao ambiente externo e, à como a nossa inteligência emocional permite com que lidemos com tudo isso.

Nossa Era é muito louca e, realmente fica muito difícil, até para um ser calmo e equilibrado, manter a compostura e sanidade.  Mas, temos que concordar que as vezes passamos do limite.

Neutralização em massa

Numa Era e que somos neutralizados pelo som de uma televisão (desde recém nascidos à idosos), que somos neutralizados pelas imagens de um feed, que somos neutralizados por ameças (na maioria das vezes, bem sutis) se discordamos nossas opiniões, como justificar uma mudança brusca de temperamento? Julgamento sem embassamento? Autocritica? Inferioridade? Rejeição de si e exaltação do outro?
Estamos sendo moldados assim mas, isso precisa mudar.  Precisamos começar a adquirir ou, resgatar, nossa inteligência emocional e, entender o que nos faz bem e o que não faz. O que é imposição e o que é genuinamente nosso.

Somos revestidos por Ego

E é por causa desse ego que fazemos o que fazemos e padecemos o que padecemos. O ego nos obriga a sermos os mais inteligêntes, sempre termos a razão, sermos os mais poderosos, os mais altos, os mais bonitos, mais ricos. Por causa de ego, matamos ou morremos, para ter mais posses, para ter mais armas, para sermos os mais poderosos, para salvar mais gente, para matar mais gente… O ego é algo encrostrado em nós, seres humanos, nascemos sem ele, mas somos domesticados com ele.

Porém, se somos ego, em algum lugar  dentro de nós também somos razão, ela precisa em algum momento ter voz e, para isso, e preciso treinamento e percepção. Só assim vamos conseguir resgatar a inteligência emocional que, nasce conosco mas, em algum momento, nos é sucumbida.

Razão x emoção: como a inteligência emocional pode nos ajudar nessa guerra eterna

“é preciso levar inteligência à emoção”

Por mais que tentemos, somos muito mais movidos pela emoção do que pela razão, somos seres emocionais. É natural, é genuino e instintivo sermos assim. Porém, em algum momento da evolução, foi necessário nos auto domesticar, foi necessário conter os instintos e nos civilizar.

Mas, o homem das cavernas ainda está em nós, nossos genes ainda são os mesmos que os deles. Pode ser que um dia a evolução nos desligue totalmente mas, hoje, ainda somos como eles. Então, ainda somos acometidos por ímpetos “selvagens” que, são mais fortes do que nós. Quando nos damos conta, já fizemos, já falamos… e, é aí que a inteligência emocional entra, não para mudar o que é natural à nossa vida, mas para conseguirmos lidar com esses turbilhões de sentimentos de maneira leve.

Como construir uma inteligência emocional quando já somos adultos?

Estudos mostram que nosso caráter e “jeito de ser” se define ainda na nossa infância. Imagine que nascemos e estamos “zerados” e, conforme nossos pais vão imputando informações (sejam elas explícitas ou implícitas) vamos moldando o que hoje chamamos de “meu jeito”. Começa desde muito novinhos e, finaliza de verdade no fim de nossa adolescência.

O que nos difere dos demais animais é que, nosso cérebro evoluiu de  tal forma que possui algumas partes mais desenvolvidas e possui alguns “receptores”, digamos assim, novos.  Então, a parte primitiva dos animais nós também temos e, uma parte mais “moderna” nós adquirimos. E, graças à essa parte mais atualizada é que fazemos o que fazemos e somos como somos… Ora isso soa bem e ora isso soa como uma verdaira catástrofe.

Mas a notícia boa é que, se soubermos mesclar esses dois “lados” do nosso cérebro, poderemos ser geniais. Seria como dosar cabeça e coração, pensamento e sentimento. Perfeito!

É possível mudar nossa visão de mundo e jeito de ser na fase adulta.

Exatamente por termos esse lado racional mais aflorado é que podemos, mesmo adultos, mudar comportamentos e pensamentos que foram embutidos nas nossas mentes quando crianças.
Assim como aprender uma coisa nova, para crianças é super simples e para adultos mais complicado, o mesma acontece com uma mudança de percepção, hábitos e pensamentos, é mais trabalhoso mas não é impossível.

Alguns passos que podem ajudar no resgate da inteligência emocional:

1. Auto observação

Praticar a auto observação, se ouvir, se analisar e entender o por que de estar tomando tal atitude ou tendo tal pensamento.

2. Empatia

Tentar enteder o lado do outro, por mais difícil que isso seja, se esforçar para “decifrar” o motivo pelo qual o outro está tendo tal atitude. Lembre-se, o outro também é um ser que tem seu lado irracional que as vezes se aflora, por isso, em determinadas situações, não exija que o outro seja racional, se ele estiver tomado pelo lado “primitivo” dele, só você, se tiver empatia, poderá entendê-lo.

3. Fuja da melancolia

A tristeza é necessária porém não pode ser eterna. Chorar faz parte do momento mas, você precisa saber a hora de parar. Por mais difícil que seja, você precisa ter o controle da situação. Ser inteligente emocionalmente é entender a hora de seguir em frente, e mais! É não usar do momento triste para justificar uma melancolia eterna.

4. Liberte-se dos pensamentos negativos

Os pensamentos negativos vêm numa facilidade surreal, eu sei. Mas, ter inteligência emocial é saber se esquivar deles no momento em que perceber que eles estão dominando sua mente. Pense em coisas positivas, ou não pense em nada! Faça algo que o distraia até que você consiga saber domar tais pensamentos.

5. Contenha sua ansiedade

Também algo muito dificil mas “a ansiedade salopa o intelecto” ou seja, te impede de pensar e raciocinar direito. Para a ansiedade, sugiro questionar-se, entender o que te trás tal sentimento, observá-lo e, de forma muito racional, avaliar o problema em questão e verificar se de fato há motivo para tanto estrese. Se souber utilizar de sua inteligência emocional, perceberá que de nada adianta tanta ansiedade o melhor é raciocinar.

6. Tenha esperança e gratidão

Sei que parece as vezes um papo muito batido, ainda mais  nos dias de hoje mas, estudos realmente comprovam que a esperança e gratidão, quando colocadas em prática, ativam uma área do cérebro de satisfação e contentamento.
De verdade tudo parece mais fácil e possível com gratidão e fé.

7. Saiba que está tudo bem em falhar

Esse talvez seja o mais importante dos tópicos. Lembre-se que, você é um ser que erra, que falha e que, foi por muitossss anos (talvez até o atual momento) instruído a ser assim como é. Então, não será do dia para a noite que irá adquir inteligência emocional e, não será todos os dias que você estará munido dela.
Como dito anteriomente, somos seres que temos passados primitivos e os genes dos nossos ancestrais ainda correm no nosso corpo. Portanto, você vai sim falhar, vai explodir, vai falar merda…e está tudo bem! O importante é saber o momento de parar.

O grande ponto não é o sentimento, o grande ponto é saber o que fazer com ele 🙂

Fonte: Livro “inteligência emocional”~Daniel Goleman

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