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Livro: Os quatro compromissos. O livro da filosofia Tolteca

Os quatro compromissos foi escrito por Don Miguel Ruiz, mexicano, nascido em família de curandeiros, formado em medicina e que passou por uma experiência de quase morte. Experiência essa que foi o que o aproximou da sabedoria ancestral dos Toltecas.

Os quatro compromissos são: ser impecável com as palavras, não levar nada para o lado pessoal, não tirar conclusões e sempre dar o nosso melhor.

Baseado nesses compromissos, o livro segue numa linguagem simples e com passagens realmente muito bonitas e impactantes. Fazendo com que, leitores despertos e interessados pelo auto conhecimento, fiquem de fato reflexivos e encantados pelas belezas e leveza dessa vida.

Quem eram os Toltecas?

Do Sul do México, eram conhecidos como pessoas sábias. Segundo consta, eram pessoas mais esclarecidas e evoluídas que se juntaram para explorar e, principalmente, conversar os ensinamentos milenares. Considerados mestres (nagual).

Com a conquista europeis os nagual passaram a viver clandestinamente, muito para ocultar os conhecimentos ancestrais. Uma vez que, se estes caíssem em mãos erradas, poderiam causar muito mal à população e, quem sabe, ao mundo.

Segundo o autor, tudo começou quando um xamã recebeu uma iluminação e, se deu conta de que todos nós somos feitos de luz. Que o verdadeiro “nós” é feito de amor e luz.
Vivemos todos num sonho criado por alguém que não somos nós mesmos. Ou seja, sonhamos o sonho de alguém e, pior, sofremos por este sonho que não é nosso.

A história diz que, quando este xamã recebeu a iluminação e entendeu o que de fato somos nós e o que estamos fazendo aqui, este tentou passar à todos ao seu redor aquilo o que havia se revelado. Mas, as pessoas ao seu redor não estavam dispostas a ouvir  e, ele entendeu que, se continuasse convivendo com aquelas pessoas, inevitavelmente iria se esquecer do que lhe foi revelado.  E, à isso, esse fato do esquecimento, ele chamou de “Espelho Enevoado”

“Estou vendo a mim mesmo em todos vocês. mas não nos reconhecemos por causa do nevoeiro entre nós. Esse nevoeiro é o Sonho e o espelho é você, o sonhador.”

Domesticação e o Sonho do Planeta

Sonhar é a principal função da mente e, por isso, estamos o tempo todo sonhando. Inclusive enquanto estamos acordados.

O planeta tem um sonho bem específico, imposto sobre todos nós que nele habitamos. Este sonho inclui todas as regras da sociedade, como crenças, leis, religiões, culturas…

Nós nascemos com a capacidade de sonhar e, somos “direcionados” no nosso sonho por aqueles que estão aqui neste planeta antes de nós, como pais, professores, lideres religiosos, políticos…

Nossos sonhos são direcionados desde a escolha da linguagem que vamos utilizar, até futuro da mossa  vida, que profissão escolher (ter que escolher uma única profissão e chamar de sua), onde morar, como se relacionar, o que vestir, o que falar…

“nem sequer nosso próprio nome escolhemos”.

Somos treinados através do sistema de acordos

Quando crianças somos condicionados a armazenar as informações através de acordos. Algo que o autor perfeitamente chama de “domesticação do ser humano”.
Se somos bons, ganhamos recompensas. Se não agimos como a sociedade (seja pais, professores…) deseja, somos castigados.

E aí, levamos essa metodologia de acordos para o restante das nossas vidas. Quando adultos, se não os outros, nós mesmos nos punimos ou nos recompensamos.

Fazemos e somos aquilo que os outros querem que façamos ou sejamos

A sensação de ganhar quando agradamos é tão boa que levamos isso para a vida.
Com medo de sermos punidos, pelo “vício” em ser recompensado, passamos a fingir ser aquilo que não somos.

Fingimos porque, dentre outras coisas, temos medo da rejeição, temos medo de não sermos bons o suficiente.

E aí nos tornamos a copia daqueles que nos educaram. Vira uma bola de neve, um mundo composto por pessoas insatisfeitas, que não vivem de fato e que estao cheias de crenças e medos.

O livro da Lei

Uma espécia de sistema de crenças, que regula nossa mente. Nesse sistema temos o juíz e a vítima e, pasmem, os dois encontram-se dentro da nossa própria mente.

Não escolhemos nenhuma das leis mas, temos medo de todas elas. E, por isso, seguimos à risca tudo o que nela for inserido.
Desacatar essa lei requer muita coragem e despertar pois, na maioria das vezes, nós nem sabemos que essas são leis inventadas e impostas. Estamos acostumados a lidar com elas desde tão cedo que, quase como anestésicamente, não as percebemos, só as seguimos.

“todo sonho é baseado em regra falsa. Noventa e cinco por cento das regras que temos armazenadas na nossa mente não passam de mentiras. Sofremos porque acreditamos nelas.
No sonho do planeta é normal que os seres humanos sofram, vivam com medo e criem dramas emocionais. O sonho exterior não é agradável; é um sonho violento, de medo, de guerra, de injustiça[…] geralmente trata-se de um pesadelo.”,

Mitote

É, para os toltecas, o nevoeiro que há em nossa mente. Na, Ìndia, esse nevoeiro chama-se Maya, que nada mais é do que a ilusão. O “eu sou” desconexo e confuso.

Passamos a vida tentando satisfazer as expectativas dos outros e, por isso, nosso “eu sou” fica muito abalado, complexo para nós mesmos de entender. Porque, o que apresentamos ao outros não é o que somos mas, tão pouco sabemos quem somos, qual é o nosso verdadeiro sonho.

Tentamos ser perfeitos aos olhos dos outros mas, essa perfeição não existe, não é real. E, sem se atentar a isso, quando não alcançamos nosso objetivo de perfeição, nos rejeitamos.
Usamos máscaras sociais para nos sentimos completos e para evitar que percebam que não soms perfeitos. Nos julgamos e nos punimos.

“Durante toda a vida ninguém faz você sofrer mais do que você mesmo.”

Os quatro compromissos: Como mudar esse cenário e viver o nosso próprio sonho?

Segundo o autor, isso é possível se firmarmos e seguirmos os quatro compromissos.
Não é fácil mas, com força de vontade e atenção, é super possível e libertador.

Primeiro Compromisso: Seja impecável com sua palavra

O mais importante e o mais difícil de cumprir.
A palavra tem o poder de criar, esse é o dom do ser humano. “Através da palavra você  expressa seu poder criativo. É por meio dela que você expressa tudo.”

Através da palavra que seu sonho se manifesta. Ela é poderosa, tanto para o bem, quanto para o mal. Por isso devemos ser impecáveis com aquilo que falamos.

Impecabilidade significa sem pecado. E, um pecado é algo que se comete contra si. Por isso, ser impecavel é não se rejeitar, é não contrariar a natureza, é não se julgar ou se culpar.

“A autorejeição é o maior de todos os pecados”.

Fofocar é fazer mal a si próprio. Quando você fala dos outros, voc não está sendo impecável com suas palavras pois, falar dos outros diz muito mais sobre você do que sobre o outro. Pense nisso.
E isso serve para os outros que falarem de você também. Quando você está impecável com suas palavras, você não mais se abala pelo o que os outros falam de você, pois você entende que o que ele fala diz mais sobre ele do que sobre você mesmo.

Segundo Compromisso: Não leve nada para o lado pessoal

Esse  segundo compromisso, pessoalmente, acho libertador.
Segundo o autor, a importância pessoal é a expressão máxima do egoísmo. Pois, cometemos a presunção de achar que tudo é sobre “nós”, que somos o centro das atenções, que o mundo gira ao nosso redor. E, somos assim porque fomos ensinados assim, mas tem solução!

Mesmo quanto a situação parece pessoal, não é. Lembre-se, tem relação muito mais com a pessoa do que com você.
Cada um tem uma opinião e uma visão de mundo, portanto, não tem nada a ver com você, acredite!

Mesmo que te digam que você é maravilhoso, não leve para o lado pessoal. A pessoa disse que você é maravilhoso porque ela se sente maravilhosa.  E o contrário também é verdadeiro.
Mesmo um elogio, não leve para o lado pessoal, você não precisa dele para ser maravilhoso 🙂

Quando levamos as coisas para o lado pessoal, sofremos por nada. E, fomos doutrinados a sofrer por nada, por isso, acredite, acaba se tornando algo confortavel o sofrimento. Mas não precisamos disso, a vida não é assim.

Caso alguém não esteja te fazendo bem, afaste-se. Será melhor para você e para ela 🙂
Você só é responsável por você, não é responsável pelos outros. Quando torna este compromisso um hábito, a vida fica muitooooo mais leve. Você vai ver.

Terceiro Compromisso: Não tire conclusões

Esse também é libertador.
Tendemos a tirar conclusões, acreditar fielmente que nossa conclusão é a correta, agarrá-la com unhas e dentes e, como geralmente a conclusão não é a das melhores, não chatiamos e sofremos por isso.

Segundo o autor, toda a tristeza e drama da nossa vida acontece por tirarmos conclusões.
Temos medo de ir e esclarecer, aí fica mais fácil concluir.

Mude a comunicação de seus relacionamentos e mude sua vida. Ninguém é obrigado a saber o que estamos pensando, acredite, ninguém.

“quando você transforma todo o seu sonho, a mágica acontece em sua vida. Aquilo de que precisa lhe vem facilmente, porque o espírito se move com liberdade através de você”.

Quarto compromisso: Dê sempre o melhor de si

Esse é o compromisso mais lindo, para mim.
Seja lá o que for, seja lá a circunstância, dê sempre o seu melhor! Para vida!

Dando o melhor de si, você vive intensamente sua vida. Se for produtivo, será bom para você. Se você se comprometer e se doar naquilo que se propor, a vida fica linda!
Quando você dá o seu melhor, você se aceita. Pois tem ciência que fez o que pôde.

“Agir é viver plenamente. Não agir, é uma forma de negar a vida. Agir significa expressar quem você é.

Essa parte do livro eu acho linda, vou transcrever inteira…
“Você nasceu com o direito de ser feliz. Nasceu com o direito de amar, de aproveitar e compartilhar seu amor. Você está vivo. Portanto, tome sua vida e aproveite. Não resista a vida que está passando através de você. […] Não precisamos provar coisa alguma. Simplesmente ser, assumir o risco e aprecisar a vida é tudo o que importa. Diga “não” quanto tiver que dizer “não” e diga “sim” quando tiver que dizer “sim”. Você tem o direito de ser você.”

Diga que ama, ame e demonstre amor, seja você e não se preocupe com os outros. Lembre-se, os outros são os outros.

Encerro por aqui o meu resumo do livro os quatro compromissos. 🙂 São muitas as passagens, muitos os ensinamentos e insights. Por isso, mesmo lendo o resumo, sugiro que leia o livro inteiro. Ele é pequeno, cerca de 100 páginas. Páginas poderosas 🙂

Se quiser comprar ele fisicamente, vou deixar aqui o meu link.
Livro: Os quatro compromissos. ( Don Miguel Ruiz)

Espero que gostem e excelente leitura!

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